DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR, Ano A

Leituras - Domingo, 29 de Março de 2026

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR, Ano A
DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR, Ano A (Foto: Reprodução)

Domingo, 29 de Março de 2026


DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR, Ano A


Procissão de Ramos: Mt 21,1-11 (Entrada em Jerusalém)


Leituras:

Is 50,4-7

Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)

Fl 2,6-11

Mt 26,14-27,66 ou mais breve 26,11-54

Procissão de Ramos

EVANGELHO

Bendito o que vem em nome do Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,1-11

Naquele tempo,

Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém

e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.

Então Jesus enviou dois discípulos,

dizendo-lhes: "Ide até o povoado que está ali na frente,

e logo encontrareis uma jumenta amarrada,

e com ela um jumentinho.

Desamarrai-a e trazei-os a mim!

Se alguém vos disser alguma coisa, direis:

'O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá'".

Isso aconteceu para se cumprir

o que foi dito pelo profeta:

"Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,

manso e montado num jumento,

num jumentinho, num potro de jumenta".

Então os discípulos foram

e fizeram como Jesus lhes havia mandado.

Trouxeram a jumenta e o jumentinho

e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.

A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,

enquanto outros cortavam ramos das árvores,

e os espalhavam pelo caminho.

As multidões que iam na frente de Jesus

e os que o seguiam, gritavam:

"Hosana ao Filho de Davi!

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Hosana no mais alto dos céus!"

Quando Jesus entrou em Jerusalém

a cidade inteira se agitou, e diziam:

"Quem é este homem?"

E as multidões respondiam:

"Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia".

Palavra da Salvação.



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Missa


PRIMEIRA LEITURA

Não desviei meu rosto das bofetadas e cusparadas; sei que não serei humilhado.


Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

O Senhor Deus deu-me língua adestrada,

para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida;

ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,

para prestar atenção como um discípulo.

O Senhor abriu-me os ouvidos;

não lhe resisti nem voltei atrás.

Ofereci as costas para me baterem

e as faces para me arrancarem a barba;

não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,

por isso não me deixei abater o ânimo,

conservei o rosto impassível como pedra,

porque sei que não sairei humilhado.

Palavra do Senhor.



Salmo responsorial

Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)


R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


Riem de mim todos aqueles que me veem, *

torcem os lábios e sacodem a cabeça:

"Ao Senhor se confiou, ele o liberte *

e agora o salve, se é verdade que ele o ama!" R.


Cães numerosos me rodeiam furiosos, *

e por um bando de malvados fui cercado.

Transpassaram minhas mãos e os meus pés *

e eu posso contar todos os meus ossos. * R.


Eles repartem entre si as minhas vestes *

e sorteiam entre si a minha túnica.

Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, *

ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.


Anunciarei o vosso nome a meus irmãos *

e no meio da assembleia hei de louvar-vos!

Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, †

glorificai-o, descendentes de Jacó, *

e respeitai-o, toda a raça de Israel! R.



SEGUNDA LEITURA

Humilhou-se a si mesmo; por isso, Deus o exaltou acima de tudo.


Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

Jesus Cristo, existindo em condição divina,

não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

mas ele esvaziou-se a si mesmo,

assumindo a condição de escravo

e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano,

humilhou-se a si mesmo,

fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

Por isso, Deus o exaltou acima de tudo

e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

Assim, ao nome de Jesus,

todo joelho se dobre no céu,

na terra e abaixo da terra,

e toda língua proclame:

"Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.



Aclamação ao Evangelho

Fl 2,8-9


R. Glória e louvor a vós, ó Cristo.

V. Jesus Cristo se tornou obediente,

    obediente até a morte numa cruz.

    Pelo que o Senhor Deus o exaltou

    e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.



EVANGELHO (mais longo)


Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66

Naquele tempo,

Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,

foi ter com os sumos sacerdotes

e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?"

Combinaram, então, trinta moedas de prata.

E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade

para entregar Jesus.

No primeiro dia da festa dos ázimos,

os discípulos aproximaram-se de Jesus

e perguntaram:

"Onde queres que façamos os preparativos

para comer a Páscoa?"

Jesus respondeu: "Ide à cidade,

procurai certo homem e dizei-lhe:

'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,

vou celebrar a Páscoa em tua casa,

junto com meus discípulos'".

Os discípulos fizeram como Jesus mandou

e prepararam a Páscoa.

Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa

com os doze discípulos.

Enquanto comiam, Jesus disse:

"Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair".

Eles ficaram muito tristes

e, um por um, começaram a lhe perguntar:

"Senhor, será que sou eu?"

Jesus respondeu:

"Quem vai me trair é aquele

que comigo põe a mão no prato.

O Filho do Homem vai morrer,

conforme diz a Escritura a respeito dele.

Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!

Seria melhor que nunca tivesse nascido!"

Então Judas, o traidor, perguntou:

"Mestre, serei eu?"

Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes".

Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

Enquanto comiam, Jesus tomou um pão

e, tendo pronunciado a bênção,

partiu-o, distribuiu-o aos discípulos,

e disse: "Tomai e comei, isto é o meu corpo".

Em seguida, tomou um cálice,

deu graças e entregou-lhes, dizendo:

"Bebei dele todos.

Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança,

que é derramado em favor de muitos,

para remissão dos pecados.

Eu vos digo: de hoje em diante

não beberei deste fruto da videira,

até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo

no Reino do meu Pai".

Depois de terem cantado salmos,

foram para o monte das Oliveiras.

Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

Então Jesus disse aos discípulos:

"Esta noite,

vós ficareis decepcionados por minha causa.

Pois assim diz a Escritura: 'Ferirei o pastor

e as ovelhas do rebanho se dispersarão'.

Mas, depois de ressuscitar,

eu irei à vossa frente para a Galileia".

Disse Pedro a Jesus:

"Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa,

eu jamais ficarei".

Jesus lhe declarou:

"Em verdade eu te digo, que, esta noite,

antes que o galo cante, tu me negarás três vezes".

Pedro respondeu:

"Ainda que eu tenha de morrer contigo,

mesmo assim não te negarei".

E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,

e disse: "Sentai-vos aqui,

enquanto eu vou até ali para rezar!"

Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,

e começou a ficar triste e angustiado.

Então Jesus lhes disse:

"Minha alma está triste até á morte.

Ficai aqui e vigiai comigo!"

Jesus foi um pouco mais adiante,

prostrou-se com o rosto por terra e rezou:

"Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice.

Contudo, não seja feito como eu quero,

mas sim como tu queres".

Voltando para junto dos discípulos,

Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:

"Vós não fostes capazes de fazer

uma hora de vigília comigo?

Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação;

pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca".

Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:

"Meu Pai, se este cálice não pode passar

sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!"

Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo,

porque seus olhos estavam pesados de sono.

Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez,

repetindo as mesmas palavras.

Então voltou para junto dos discípulos e disse:

"Agora podeis dormir e descansar.

Eis que chegou a hora

e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.

Levantai-vos! Vamos!

Aquele que me vai trair, já está chegando".

Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,

com uma grande multidão armada de espadas e paus.

Vinham a mandado dos sumos sacerdotes

e dos anciãos do povo.

O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:

"Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!"

Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:

"Salve, Mestre!" E beijou-o.

Jesus lhe disse:

"Amigo, a que vieste?"

Então os outros avançaram

lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

Nesse momento, um dos que estavam com Jesus

estendeu a mão, puxou a espada,

e feriu o servo do Sumo Sacerdote,

cortando-lhe a orelha.

Jesus, porém, lhe disse:

"Guarda a espada na bainha!

pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.

Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai

e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?

Então, como se cumpririam as Escrituras,

que dizem que isso deve acontecer?"

E, naquela hora, Jesus disse à multidão:

"Vós viestes com espadas e paus para me prender,

como se eu fosse um assaltante.

Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,

e vós não me prendestes".

Porém, tudo isto aconteceu

para se cumprir o que os profetas escreveram.

Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram.

Aqueles que prenderam Jesus

levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás,

onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.

Pedro seguiu Jesus de longe

até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote.

Entrou e sentou-se com os guardas

para ver como terminaria tudo aquilo.

Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio

procuravam um falso testemunho contra Jesus,

a fim de condená-lo à morte.

E nada encontraram,

embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.

Por fim, vieram duas testemunhas,

que afirmaram: "Este homem declarou:

'posso destruir o Templo de Deus

e construí-lo de novo em três dias'".

Então o Sumo Sacerdote levantou-se

e perguntou a Jesus: "Nada tens a responder

ao que estes testemunham contra ti?"

Jesus, porém, continuava calado.

E o Sumo Sacerdote lhe disse:

"Eu te conjuro pelo Deus vivo

que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus".

Jesus respondeu: "Tu o dizes.

Além disso, eu vos digo que de agora em diante

vereis o Filho do Homem

sentado à direita do Todo-poderoso,

vindo sobre as nuvens do céu".

Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes

e disse: "Blasfemou!

Que necessidade temos ainda de testemunhas?

Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia.

Que vos parece?"

Responderam: "É réu de morte!"

Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam.

Outros lhe deram bordoadas,

dizendo: "Faze-nos uma profecia, Cristo,

quem foi que te bateu?"

Pedro estava sentado fora, no pátio.

Uma criada chegou perto dele e disse:

"Tu também estavas com Jesus, o Galileu!"

Mas ele negou diante de todos:

"Não sei o que tu estás dizendo".

E saiu para a entrada do pátio.

Então uma outra criada viu Pedro

e disse aos que estavam ali:

"Este também estava com Jesus, o Nazareno".

Pedro negou outra vez, jurando:

"Nem conheço esse homem!"

Pouco depois, os que estavam ali

aproximaram-se de Pedro e disseram:

"É claro que tu também és um deles,

pois o teu modo de falar te denuncia".

Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo

que não conhecia esse homem!"

E nesse instante o galo cantou.

Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:

"Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes".

E saindo dali, chorou amargamente.

De manhã cedo,

todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo

convocaram um conselho contra Jesus,

para condená-lo à morte.

Eles o amarraram, levaram-no

e o entregaram a Pilatos, o governador.

Então Judas, o traidor,

ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido

e foi devolver as trinta moedas de prata

aos sumos sacerdotes e aos anciãos,

dizendo:

"Pequei, entregando à morte um homem inocente".

Eles responderam: "O que temos nós com isso?

O problema é teu".

Judas jogou as moedas no santuário,

saiu e foi se enforcar.

Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

"É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,

porque é preço de sangue".

Então discutiram em conselho

e compraram com elas o Campo do Oleiro,

para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.

É por isso que aquele campo até hoje

é chamado de "Campo de Sangue".

Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias:

"Eles pegaram as trinta moedas de prata

- preço do Precioso,

preço com que os filhos de Israel o avaliaram -

e as deram em troca do Campo do Oleiro,

conforme o Senhor me ordenou!"

Jesus foi posto diante do governador,

e este o interrogou:

"Tu és o rei dos judeus?"

Jesus declarou: "É como dizes",

e nada respondeu, quando foi acusado

pelos sumos sacerdotes e anciãos.

Então Pilatos perguntou:

"Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"

Mas Jesus não respondeu uma só palavra,

e o governador ficou muito impressionado.

Na festa da Páscoa,

o governador costumava soltar o prisioneiro

que a multidão quisesse.

Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,

chamado Barrabás.

Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

"Quem vós quereis que eu solte:

Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"

Pilatos bem sabia

que eles haviam entregado Jesus por inveja.

Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,

sua mulher mandou dizer a ele:

"Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite,

em sonho, sofri muito por causa dele".

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos

convenceram as multidões para que pedissem Barrabás

e que fizessem Jesus morrer.

O governador tornou a perguntar:

"Qual dos dois quereis que eu solte?"

Eles gritaram: "Barrabás".

Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus,

que chamam de Cristo?"

Todos gritaram: "Seja crucificado!"

Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?"

Eles, porém, gritaram com mais força:

"Seja crucificado!"

Pilatos viu que nada conseguia

e que poderia haver uma revolta.

Então mandou trazer água,

lavou as mãos diante da multidão, e disse:

"Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.

Este é um problema vosso!"

O povo todo respondeu:

"Que o sangue dele caia sobre nós

e sobre os nossos filhos".

Então Pilatos soltou Barrabás,

mandou flagelar Jesus,

e entregou-o para ser crucificado.

Em seguida, os soldados de Pilatos

levaram Jesus ao palácio do governador,

e reuniram toda a tropa em volta dele.

Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

depois teceram uma coroa de espinhos,

puseram a coroa em sua cabeça,

e uma vara em sua mão direita.

Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,

dizendo: "Salve, rei dos judeus!"

Cuspiram nele

e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.

Depois de zombar dele,

tiraram-lhe o manto vermelho

e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.

Daí o levaram para crucificar.

Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,

da cidade de Cirene,

e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

E chegaram a um lugar chamado Gólgota,

que quer dizer "lugar da caveira".

Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.

Ele provou, mas não quis beber.

Depois de o crucificarem,

fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.

E ficaram ali sentados, montando guarda.

Acima da cabeça de Jesus

puseram o motivo da sua condenação:

"Este é Jesus, o Rei dos Judeus".

Com ele também crucificaram dois ladrões,

um à direita e outro à esquerda de Jesus.

As pessoas que passavam por ali o insultavam,

balançando a cabeça e dizendo:

"Tu que ias destruir o Templo

e construí-lo de novo em três dias,

salva-te a ti mesmo!

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,

junto com os mestres da Lei e os anciãos,

também zombaram de Jesus:

"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar!

É Rei de Israel... Desça agora da cruz!

e acreditaremos nele.

Confiou em Deus; que o livre agora,

se é que Deus o ama!

Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".

Do mesmo modo, também os dois ladrões

que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Desde o meio-dia até às três horas da tarde,

houve escuridão sobre toda a terra.

Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

"Eli, Eli, lamá sabactâni?",

que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus,

por que me abandonaste?"

Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

"Ele está chamando Elias!"

E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,

ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,

e lhe deu para beber.

Outros, porém, disseram:

"Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"

Então Jesus deu outra vez um forte grito

e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

E eis que a cortina do santuário

rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,

a terra tremeu e as pedras se partiram.

Os túmulos se abriram

e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!

Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,

apareceram na Cidade Santa

e foram vistos por muitas pessoas.

O oficial e os soldados

que estavam com ele guardando Jesus,

ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,

ficaram com muito medo e disseram:

"Ele era mesmo Filho de Deus!"

Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe.

Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia,

prestando-lhe serviços.

Entre elas estavam Maria Madalena,

Maria, mãe de Tiago e de José,

e a mãe dos filhos de Zebedeu.

Ao entardecer,

veio um homem rico de Arimateia, chamado José,

que também se tornara discípulo de Jesus.

Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus.

Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.

José, tomando o corpo,

envolveu-o num lençol limpo,

e o colocou em um túmulo novo,

que havia mandado escavar na rocha.

Em seguida, rolou uma grande pedra

para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.

Maria Madalena e a outra Maria

estavam ali sentadas, diante do sepulcro.

No dia seguinte,

como era o dia depois da preparação para o sábado,

os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos,

e disseram: "Senhor, nós nos lembramos

de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:

'Depois de três dias eu ressuscitarei!'

Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia,

para não acontecer que os discípulos venham roubar o

corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!'

pois essa última impostura

seria pior do que a primeira".

Pilatos respondeu: "Tendes uma guarda.

Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer".

Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:

lacraram a pedra e montaram guarda.

Palavra da Salvação



Ou:



EVANGELHO (mais breve)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54

Naquele tempo,

Jesus foi posto diante do Pôncio Pilatos,

e este o interrogou:

"Tu és o rei dos judeus?"

Jesus declarou: "É como dizes",

e nada respondeu, quando foi acusado

pelos sumos sacerdotes e anciãos.

Então Pilatos perguntou:

"Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"

Mas Jesus não respondeu uma só palavra,

e o governador ficou muito impressionado.

Na festa da Páscoa,

o governador costumava soltar o prisioneiro

que a multidão quisesse.

Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,

chamado Barrabás.

Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

"Quem vós quereis que eu solte:

Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"

Pilatos bem sabia

que eles haviam entregado Jesus por inveja.

Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,

sua mulher mandou dizer a ele:

"Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite,

em sonho, sofri muito por causa dele".

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos

convenceram as multidões para que pedissem Barrabás

e que fizessem Jesus morrer.

O governador tornou a perguntar:

"Qual dos dois quereis que eu solte?"

Eles gritaram: "Barrabás".

Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus,

que chamam de Cristo?"

Todos gritaram: "Seja crucificado!"

Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?"

Eles, porém, gritaram com mais força:

"Seja crucificado!"

Pilatos viu que nada conseguia

e que poderia haver uma revolta.

Então mandou trazer água,

lavou as mãos diante da multidão, e disse:

"Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.

Este é um problema vosso!"

O povo todo respondeu:

"Que o sangue dele caia sobre nós

e sobre os nossos filhos".

Então Pilatos soltou Barrabás,

mandou flagelar Jesus,

e entregou-o para ser crucificado.

Em seguida, os soldados de Pilatos

levaram Jesus ao palácio do governador,

e reuniram toda a tropa em volta dele.

Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

depois teceram uma coroa de espinhos,

puseram a coroa em sua cabeça,

e uma vara em sua mão direita.

Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,

dizendo: "Salve, rei dos judeus!"

Cuspiram nele

e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.

Depois de zombar dele,

tiraram-lhe o manto vermelho

e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.

Daí o levaram para crucificar.

Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,

da cidade de Cirene,

e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

E chegaram a um lugar chamado Gólgota,

que quer dizer "lugar da caveira".

Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.

Ele provou, mas não quis beber.

Depois de o crucificarem,

fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.

E ficaram ali sentados, montando guarda.

Acima da cabeça de Jesus

puseram o motivo da sua condenação:

"Este é Jesus, o Rei dos Judeus".

Com ele também crucificaram dois ladrões,

um à direita e outro à esquerda de Jesus.

As pessoas que passavam por ali o insultavam,

balançando a cabeça e dizendo:

"Tu que ias destruir o Templo

e construí-lo de novo em três dias,

salva-te a ti mesmo!

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,

junto com os mestres da Lei e os anciãos,

também zombaram de Jesus:

"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar!

É Rei de Israel... Desça agora da cruz!

e acreditaremos nele.

Confiou em Deus; que o livre agora,

se é que Deus o ama!

Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".

Do mesmo modo, também os dois ladrões

que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Desde o meio-dia até às três horas da tarde,

houve escuridão sobre toda a terra.

Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

"Eli, Eli, lamá sabactâni?",

que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus,

por que me abandonaste?"

Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

"Ele está chamando Elias!"

E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,

ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,

e lhe deu para beber.

Outros, porém, disseram:

"Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"

Então Jesus deu outra vez um forte grito

e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

E eis que a cortina do santuário

rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,

a terra tremeu e as pedras se partiram.

Os túmulos se abriram

e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!

Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,

apareceram na Cidade Santa

e foram vistos por muitas pessoas.

O oficial e os soldados

que estavam com ele guardando Jesus,

ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,

ficaram com muito medo e disseram:

"Ele era mesmo Filho de Deus!"

Palavra da Salvação.